
A Contextos dinamizou uma entrevista ao historiador João Paulo Avelãs Nunes, Professor Associado de História na Universidade de Coimbra, no contexto do projeto europeu Visible Past. O docente integra a Secção de História do Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras e é Investigador Integrado no Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra.
Esta entrevista reforça a missão do Visible Past: valorizar a memória histórica e contribuir para uma cidadania mais informada, ativa e comprometida com os princípios democráticos.
A conversa desenvolveu-se em torno de três eixos essenciais para compreender a história contemporânea de Portugal e da Europa, e para interpretar os desafios que hoje se colocam às democracias.
1) O Estado Novo no contexto europeu
Foram analisadas as características do Estado Novo, com enfoque na política, na ideologia e nas instituições. A entrevista comparou ainda o regime português com outros regimes autoritários do século XX, identificando pontos de contacto, diferenças e particularidades do caso português.
2) A Revolução de Abril e as democracias atuais
A entrevista explorou o alcance da Revolução dos Cravos e os paralelos entre a transição democrática portuguesa e os desafios contemporâneos que marcam o espaço europeu. A reflexão mostrou como o estudo do passado pode ajudar a interpretar o presente, reforçando a participação democrática e a responsabilidade cívica.
3) A importância de combater o revisionismo histórico
Foi destacada a necessidade de enfrentar o revisionismo e de proteger a memória coletiva. Num contexto de desinformação e de narrativas que distorcem o passado, o trabalho de investigação histórica assume um papel decisivo na defesa do rigor, da evidência e do pensamento crítico.
O Visible Past, cofinanciado pela União Europeia, tem como objetivo reforçar a memória histórica e promover valores democráticos. O projeto envolve cidadãos, investigadores, jornalistas, professores e estudantes, valorizando a transição democrática na Europa como chave para compreender os desafios atuais e construir um futuro mais inclusivo.
Financiado pela União Europeia, o projeto sublinha que as opiniões e pontos de vista expressos são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente os da União Europeia, não podendo estas entidades ser responsabilizadas pelo seu conteúdo.
A entrevista completa está disponível online.

