No âmbito do projeto Visible Past, a Contextos dinamizou o workshop interativo “Democracia Sob Pressão” durante uma atividade juvenil organizada pela New Gen Portugal, em Avis. A sessão reuniu 50 jovens de vários países europeus para refletir sobre a fragilidade dos sistemas democráticos e a importância da participação cívica na sua defesa.
O workshop combinou dois elementos principais:
Em pequenos grupos, os jovens discutiram o impacto da perda de direitos fundamentais e identificaram mecanismos de erosão democrática. A partir daí, estabeleceram ligações claras entre a memória histórica e os desafios que as democracias europeias enfrentam atualmente.
A atividade foi muito bem recebida pelos participantes. Muitos destacaram que a metodologia interativa os ajudou a:
Ao articular aprendizagem histórica, simulação e métodos de educação não formal, a sessão:
Este workshop demonstra como a combinação entre memória histórica e metodologias participativas pode ser uma ferramenta poderosa para envolver jovens na defesa ativa da democracia.
A Contextos divulga dois novos toolkits educativos disponibilizados pelo consórcio do projeto europeu Visible Past, focados na promoção dos valores democráticos e dos direitos humanos na Europa. Estes recursos foram concebidos para apoiar educadores, formadores e jovens no desenvolvimento de competências cívicas e políticas, através de metodologias participativas e interativas.
No separador de recursos do projeto, estão agora disponíveis dois toolkits distintos:
Ambos os recursos estão atualmente disponíveis em inglês no site da Contextos e do projeto Visible Past.
As versões em português estarão disponíveis brevemente.
Estes materiais representam um contributo para a educação para a cidadania democrática, incentivando a participação cívica e a consciência crítica entre jovens e educadores em toda a Europa.
Entre os dias 5 e 8 de junho de 2025, participámos no Festival em Villa Greppi - uma celebração da identidade, cultura e criatividade europeias. Juntamente com talentosos artistas de Portugal, Grécia e Itália, refletimos sobre o que significa ser europeu hoje, através da música, dança, cinema, palestras e outras formas de expressão artística.
Tivemos o orgulho de apresentar quatro participantes de Portugal:
🎹 Isaac e 💃 Priscila, que criaram uma performance sobre a história da Europa contada através da música e da dança;
🎥 Pedro Miguel Marcelino, com o seu filme europ\_eus, uma reflexão visual sobre identidade, migração e pertença;
🗣️ Viriato Villas-Boas, com a palestra "From the Agora to the Skateboarding Plaza", onde explorou o papel do espaço público e da cultura urbana na ligação entre os europeus ao longo do tempo.
Durante a estadia, visitámos também Dongo, na região do Lago de Como, onde explorámos o Museo della Fine della Guerra - um espaço que preserva a memória da queda do fascismo em Itália e nos convida a refletir sobre o valor da democracia e da liberdade na construção da identidade europeia.
Foi uma experiência verdadeiramente enriquecedora - repleta de novas amizades, partilhas criativas e momentos que nos aproximam enquanto europeus. Aqui ficam alguns registos desses dias inesquecíveis em Itália! 📸✨
🙏 Um enorme agradecimento ao Consorzio Brianteo Villa Greppi pela calorosa recepção, excelente organização e dedicação à promoção da cultura e do diálogo europeu.
📸 Créditos fotográficos: Pedro Miguel Marcelino
No dia 25 de abril de 2024, Portugal celebra meio século desde a Revolução dos Cravos, um momento histórico que pôs fim à ditadura do Estado Novo e iniciou uma nova era de democracia e liberdade. Este marco simbólico, comemorado todos os anos, não só celebra a conquista dos direitos fundamentais, como também convida à reflexão sobre os desafios contemporâneos relacionados com a memória coletiva e a defesa dos valores democráticos.
Para compreender a importância do 25 de Abril, é fundamental revisitar o contexto histórico que o antecedeu. Durante quase cinco décadas, o regime autoritário do Estado Novo, liderado por António de Oliveira Salazar e, mais tarde, por Marcelo Caetano, foi marcado por repressão, censura, pobreza e pela opressão da PIDE, a polícia política que silenciava opositores.
A Revolução dos Cravos, conduzida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), representou a vontade coletiva de um povo em busca de liberdade e justiça. Este movimento não só derrubou a ditadura como também deu início a transformações profundas, como a descolonização, a implementação do Estado de direito e a consolidação dos direitos sociais.
Contudo, a memória deste período não deve ser apenas uma recordação nostálgica. É uma ferramenta essencial para compreender os desafios do presente e enfrentar as ameaças à democracia.
Cinquenta anos depois, o 25 de Abril mantém a sua relevância, sobretudo num mundo onde a democracia enfrenta crises, a desinformação prolifera e as polarizações se acentuam. Preservar a memória histórica não é apenas um tributo aos que lutaram pela liberdade, mas também uma forma de resistência contra a corrosão dos valores democráticos.
Entre os desafios atuais destacam-se:
As histórias de resistência ao regime ditatorial, como as protagonizadas pelos estudantes, trabalhadores e artistas, continuam a inspirar ações. Estas narrativas mostram que a conquista de direitos é um processo contínuo, que exige mobilização e perseverança.
Nos últimos anos, iniciativas como exposições, ciclos de cinema e debates educativos têm contribuído para a preservação e divulgação dos valores de Abril. Contudo, é essencial ampliar estas ações, tornando-as mais acessíveis e inclusivas, para que a memória do 25 de Abril seja uma força ativa na construção de uma sociedade mais democrática.
Comemorar os 50 anos do 25 de Abril é mais do que recordar o passado: é um compromisso com os ideais que moldaram Portugal. Este é um momento de reflexão que nos desafia a construir um futuro baseado na liberdade, na igualdade e na justiça social.
A democracia não é um bem garantido; é uma conquista coletiva que requer vigilância constante. A celebração deste marco deve inspirar as gerações presentes e futuras a proteger e renovar os ideais de 1974, garantindo que Portugal continue a ser um exemplo de resiliência e esperança no cenário global.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de destacar a importância da Revolução dos Cravos e os desafios atuais para a democracia em Portugal. Comemorar esta data é, antes de mais, um ato de preservação dos valores conquistados a duras penas, sendo também uma forma de garantir que a sociedade portuguesa continue a evoluir de forma justa, inclusiva e democrática.
Este artigo insere-se no âmbito do projeto Visible Past, que visa preservar a memória histórica e o legado da Revolução.

Durante os dias 26 a 29 de novembro, Coimbra foi palco da atividade Journeys through history, promovida pelo projeto Visible Past, cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa CERV – Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores. Durante três dias intensos, participantes de Portugal, Itália, Grécia e Áustria, juntamente com jornalistas e investigadores convidados, imergiram na história da Ditadura Portuguesa e da Revolução dos Cravos.
Guiados pelo professor João Paulo Avelãs Nunes, da Universidade de Coimbra, as manhãs foram dedicadas a visitas guiadas por locais emblemáticos da cidade. Entre os destaques estavam o antigo quartel da PIDE/DGS e o edifício da Guarda Nacional Republicana, espaços que carregam as marcas da opressão e das lutas pela liberdade. Essas visitas ofereceram uma oportunidade única para refletir sobre a transição democrática em Portugal e a importância de preservar a memória coletiva.
As tardes foram marcadas por palestras conduzidas pelo professor Avelãs Nunes, que aprofundaram o impacto histórico deste período e sua relevância para o contexto europeu. Os debates abordaram a conexão entre o passado e o presente, explorando formas de ensinar e disseminar esses eventos históricos para as novas gerações.
Viriato Villas Boas, ativista e presidente da Associação Wallride, representando o Algarve, se juntou aos participantes internacionais nesta troca de experiências e saberes. A diversidade de perspetivas enriqueceu o diálogo e sublinhou a importância de compreender a história como uma ferramenta para fortalecer a cidadania e os valores democráticos.
O Visible Past tem como objetivo tornar o passado visível através de experiências participativas e reflexivas, promovendo uma memória coletiva que conecta os eventos históricos às questões contemporâneas. Este evento em Coimbra, parte do projeto, destacou a relevância da história local no contexto europeu, oferecendo aos participantes a oportunidade de aprender, questionar e partilhar.
Sobre o projeto Visible Past Cofinanciado pela União Europeia, o Visible Past é uma iniciativa que visa reforçar a memória histórica e promover os valores democráticos através de atividades que envolvem cidadãos, investigadores, jornalistas, professores e estudantes. O projeto destaca a transição democrática na Europa, utilizando a história como uma ferramenta para compreender os desafios atuais e construir um futuro mais inclusivo.
No dia 25 de novembro, assinalámos o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher com a exibição do documentário “Novíssimas Cartas Portuguesas”. Publicado em 1972, durante o regime ditatorial, o livro Novas Cartas Portuguesas foi censurado, e as suas autoras enfrentaram perseguições violentas por parte da PIDE, a polícia política da época.

Após a exibição, os participantes tiveram a oportunidade de explorar o livro “Novas Cartas Portuguesas” e “Minha Senhora de Mim”, ambos símbolos de resistência e liberdade. Estes exemplares, disponíveis para leitura e manuseio, proporcionaram um ponto de partida para um debate profundo sobre liberdade de expressão, igualdade de género e a persistência da violência contra mulheres e meninas – problemas que, apesar dos avanços, ainda estão presentes na nossa sociedade.

A sessão foi acolhida pela Associação DOINA e integrada no âmbito do Projeto Mud@ki - E9G, promovido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P., e cofinanciado pelo Algarve 2030, Portugal 2030 e União Europeia. Este evento reforçou a importância de continuar a promover o diálogo sobre direitos humanos, democracia e igualdade de género, pilares de uma sociedade mais justa e livre.

Agradecemos a todas as pessoas que participaram e contribuíram para esta reflexão coletiva. Juntos, continuamos a construir um futuro onde a violência contra as mulheres não tenha lugar. 💜
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Sobre o Projeto
Esta atividade integra o Visible Past, um projeto europeu que promove a reflexão sobre regimes autoritários e transições democráticas na Europa Mediterrânica. Inspirado em momentos marcantes como a Revolução dos Cravos em Portugal, o projeto utiliza abordagens inovadoras, como o próprio videofórum, para envolver os participantes no entendimento crítico do passado e sua ligação com questões atuais, como igualdade de género e liberdade de expressão. Em parceria com organizações de vários países, o Visible Past busca fortalecer os valores democráticos e uma cidadania europeia consciente. O Visible Past pertence ao programa CERV - European Remembrance, cofinanciado pela União Europeia.


