A IA já não é uma tendência, é uma realidade que está a mudar ferramentas, metodologias e ecossistemas de intervenção. No projeto AI4YouthWork a parceria desenvolveu o Policy Paper “Artificial Intelligence in Youth Work: Policy Lessons and Strategic Directions from the AI4YouthWork Project”, cofinanciado pelo Programa Erasmus+ da União Europeia.
Este Policy Paper transforma evidência recolhida em vários países europeus em recomendações práticas para integrar a Inteligência Artificial no youth work de forma ética, inclusiva e sustentável.
Apesar da governação da IA e das estratégias de transformação digital ganharem espaço na agenda europeia, persiste uma lacuna clara: o trabalho com jovens continua frequentemente fora destes enquadramentos.
Na prática, isso cria desafios estruturais como:
É aqui que a IA no trabalho com jovens precisa de direção, investimento e padrões de qualidade.
O Policy Paper assenta num processo de investigação transnacional robusto, que inclui:
Este conjunto de dados permitiu identificar necessidades concretas e orientar recomendações com aplicação real no terreno.
Com base na evidência recolhida, o documento propõe ação coordenada a nível europeu, nacional e regional, organizada em sete áreas estratégicas.
A integração de IA só é justa quando a formação é acessível. A recomendação passa por garantir oportunidades inclusivas, reduzindo desigualdades entre países, regiões e tipos de organização.
A IA evolui rapidamente. Por isso, os profissionais precisam de formação contínua, com atualização regular, formatos flexíveis e foco prático.
A recomendação centra-se na criação de referenciais que assegurem uso responsável, proteção de dados, transparência e alinhamento com valores do youth work, como inclusão e empowerment.
Sem investimento, não há escala. O documento recomenda financiamento para criar e manter recursos, incluindo materiais de formação, ferramentas práticas e apoio à implementação.
A IA no trabalho com jovens exige pontes entre juventude, educação, tecnologia, investigação e políticas públicas. A recomendação é fomentar parcerias funcionais e mecanismos de transferência de conhecimento.
Boas práticas isoladas não bastam. O Policy Paper recomenda estratégias para replicar, adaptar e escalar soluções, com monitorização de qualidade e evidência de impacto.
A aprendizagem entre pares acelera a adoção de boas práticas. O documento propõe investir em redes de colaboração, comunidades de prática e modelos de partilha de recursos.
O Policy Paper defende uma ideia-chave: as competências em Inteligência Artificial no trabalho com jovens devem ser reconhecidas como matéria de interesse público.
Isso implica integrá-las em:
Quando a IA é integrada com ética e visão, pode reforçar funções nucleares do trabalho com jovens: participação, pensamento crítico, inclusão, proteção e autonomia.
Se trabalhas com jovens, geres uma organização juvenil, ou atuas na formação e em políticas públicas, este Policy Paper pode ajudar a:
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A Contextos está a promover o AI Training Toolkit, um recurso prático pensado para apoiar técnicos de juventude na integração da Inteligência Artificial no trabalho com jovens. O objetivo é claro: promover a literacia em IA, reforçar o pensamento crítico e incentivar uma utilização ética e responsável destas tecnologias em contextos educativos e de educação não formal.
Este toolkit responde aos desafios atuais da transformação digital, oferecendo ferramentas concretas para capacitar profissionais que trabalham diretamente com jovens.
O AI Training Toolkit foi desenvolvido para técnicos da juventude, organizações de juventude, formadores, escolas e centros juvenis e stakeholders de projetos, incluindo iniciativas no âmbito do Erasmus+. Todos os que pretendem abordar a IA de forma consciente e pedagógica encontram aqui um apoio estruturado.
O toolkit inclui 16 planos de workshop prontos a usar, pensados para facilitar a aplicação direta em diferentes contextos. Cada plano apresenta:
objetivos claros
atividades descritas passo a passo
orientações de preparação
materiais necessários
sugestões práticas para cada sessão
Além disso, o recurso oferece um enquadramento sólido para a adoção ética e responsável da Inteligência Artificial no trabalho com jovens, promovendo a reflexão sobre oportunidades, riscos e impactos sociais da tecnologia.
O AI Training Toolkit pode ser descarregado e utilizado de imediato. Os técnicos podem selecionar os planos mais adequados, ajustar a duração das sessões e aplicar as atividades conforme o seu público e contexto. Esta abordagem prática facilita a dinamização de workshops de literacia digital e o envolvimento ativo dos jovens.
Para descarregar é só aceder a página carregando neste Link.
A Contextos continuará a promover a utilização do AI Training Toolkit como ferramenta de apoio ao trabalho juvenil, reforçando competências digitais, pensamento crítico e participação informada dos jovens num mundo cada vez mais tecnológico.
O projeto AI4YW promoveu uma sessão de apresentação e partilha de resultados dirigida a estudantes e profissionais de Educação Social. A iniciativa criou um espaço de diálogo sobre o impacto da inteligência artificial no trabalho com jovens e na intervenção socioeducativa.
Durante a sessão, foram apresentados os principais objetivos do projeto, bem como as aprendizagens e os resultados já alcançados. Ao envolver estudantes e profissionais da área, este momento reforçou a relevância do AI4YW num contexto de formação, reflexão e inovação.
Os participantes tiveram ainda a oportunidade de refletir sobre a forma como a inteligência artificial está a transformar práticas educativas, processos de aprendizagem e metodologias de acompanhamento. Esta mudança exige novas competências e uma maior capacidade de adaptação por parte dos profissionais.
Neste contexto, o AI4YW apoia youth workers, educadores e outros agentes do setor no desenvolvimento de uma abordagem mais crítica, ética e informada. O projeto procura garantir que a utilização de ferramentas digitais responde a necessidades reais e contribui para uma intervenção mais consciente e eficaz.
A apresentação dos resultados do AI4YW em contexto académico mostrou também a importância de aproximar os projetos europeus das comunidades educativas e profissionais. Quando os resultados chegam aos públicos certos, tornam-se mais fáceis de compreender, discutir e aplicar.
Ao partilhar estes conteúdos com estudantes e profissionais de Educação Social, a sessão ajudou a ampliar o impacto do projeto. Além disso, criou condições para uma circulação mais eficaz de conhecimento entre o ensino superior e a prática no terreno.
Hoje, a Educação Social enfrenta desafios cada vez mais complexos. A transformação digital está a mudar a forma como os profissionais comunicam, acompanham e capacitam os jovens. Por isso, torna-se essencial investir em conhecimento, reflexão e preparação.
O AI4YW responde a esta necessidade ao promover uma abordagem da inteligência artificial que combina inovação, sentido crítico e aplicação prática. Mais do que acompanhar tendências, importa garantir que os profissionais sabem utilizar estas ferramentas de forma responsável, útil e ajustada às realidades com que trabalham.
Apresentamos o Quadro de Competências de Inteligência Artificial para Técnicos de Juventude, um quadro desenvolvido no âmbito do projeto AI4YouthWork. Este projeto, uma Parceria de Cooperação cofinanciada pelo programa Erasmus+ da União Europeia, tem como objetivo melhorar o setor juvenil em toda a Europa através da integração da Inteligência Artificial (IA).
O projeto AI4YouthWork reúne quatro organizações: Lascò (Itália, coordenador do projeto), TEAM4Excellence (Roménia), KEAN (Grécia) e Contextos (Portugal). Juntas, estas entidades visam capacitar os profissionais de juventude para aproveitar o potencial da IA.
Este quadro de competências é pioneiro e procura não só melhorar a qualidade, atratividade e eficácia do trabalho dos técnicos de juventude, mas também preparar os jovens para prosperarem em ambientes impulsionados pela IA.
O Quadro de Competências de IA oferece um guia abrangente para equipar os técnicos de juventude com os conhecimentos, competências e atitudes necessários para utilizar as tecnologias de IA no seu trabalho. O objetivo é ajudar os jovens a prosperar na era da inteligência artificial.
O Capítulo 1 estabelece as bases do Quadro, discutindo o contexto em que foi desenvolvido e as necessidades que visa satisfazer. Este capítulo fornece uma compreensão clara do porquê e do como este quadro é essencial no atual cenário tecnológico.
No Capítulo 2, detalha-se a abordagem metodológica utilizada para desenvolver o quadro. Esta inclui revisões de literatura, consultas com especialistas e feedback iterativo de praticantes. Explica-se como o quadro foi estruturado para atender às necessidades específicas dos trabalhadores de juventude e os seus diversos papéis.
O Capítulo 3 é o núcleo desta publicação, apresentando o Quadro de Competências de IA, organizado em seis áreas principais:
Cada área é explorada em detalhe, fornecendo orientações específicas sobre como os técnicos de juventude podem integrar a IA nas suas práticas diárias.
O Capítulo 4 propõe caminhos futuros, oferecendo diretrizes e recomendações para o desenvolvimento das competências delineadas no quadro. Este capítulo é crucial para a implementação prática e sustentada das competências de IA no trabalho juvenil.
O Quadro de Competências de IA para Técnicos de Juventude é uma ferramenta essencial para qualquer profissional no setor juvenil que deseja integrar a IA no seu trabalho. Ao proporcionar um guia detalhado e metodologicamente sólido, este quadro prepara os técnicos para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades da era da inteligência artificial.
Gostarias de ajudar a melhorar este projeto? Participa no questionário de validação e recebe um agradecimento pela tua contribuição para o avanço do conhecimento sobre IA no #trabalhojuvenil:
Para mais informações, visita a nossa página AI4YouthWork.
O Chat GPT é uma inteligência capaz de uma integração íntima na vida quotidiana das pessoas, estabelecendo conexões profundas com indivíduos e influenciando os seus comportamentos.
Este lançamento do produto gerou entusiasmo global no desenvolvimento, com empresas de tecnologia, internet e organizações tradicionais a juntarem-se para criar produtos versáteis com base nesta ferramenta.
No entanto, como é comum em novas tecnologias, existem dois lados a considerar. Algumas pessoas e organizações mantêm uma cautela justificada. É fundamental reconhecer que a aplicação da IA oferece benefícios substanciais, mas também apresenta riscos e desafios significativos.
De forma geral, este pode ser o início da distopia prevista nas décadas de 80, na qual poderíamos tornar-nos mais passivos, com as nossas necessidades atendidas pela IA, enfraquecendo a nossa capacidade de pensamento independente e aprendizagem, enquanto suscita questões éticas e de privacidade.
A IA na educação tem o potencial de personalizar a aprendizagem e fornecer feedback imediato. No entanto, a integração da IA na educação deve ser orientada por educadores, mantendo o foco no desenvolvimento de habilidades como o pensamento crítico e a resolução de problemas, em vez de apenas fornecer respostas prontas.


Durante o curso em Barcelona, ministrado pelo casal Nektar Baziotis, Ph.D. em Inteligência Artificial pelo MIT, e Christiane Haberl, Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Cincinnati, usamos o Chat GPT para criar a identidade e branding de uma nova ONG. Todos os participantes ficaram impressionados com as possibilidades da ferramenta, independentemente do conhecimento prévio.
À medida que avançávamos no curso, analisávamos o impacto social e as consequências de cada uso específico, o que nos levou a refletir sobre nossa relação com a "inteligência artificial". A resposta pode residir em promover uma utilização responsável da IA, assim como qualquer outra tecnologia.
Isso implica em estabelecer regulamentações adequadas e diretrizes éticas sólidas para o desenvolvimento e uso do Chat GPT. Reconhecendo os benefícios e desafios, podemos tomar medidas para mitigar os riscos e maximizar o potencial positivo da IA.


A promoção da integração responsável da IA na sociedade também requer conscientização pública sobre os benefícios e desafios dessa tecnologia. As pessoas precisam compreender como a IA funciona e como pode impactar suas vidas, possibilitando que tomem decisões informadas sobre seu uso.
No caso do Chat GPT, é essencial reconhecer seu potencial para auxiliar na criação de identidades e branding para organizações, ao mesmo tempo em que se consideram os desafios, como o enfraquecimento do pensamento crítico. A educação contínua e o diálogo são cruciais para promover o uso responsável da IA e maximizar seus benefícios.
Por Andrei Serotini
P.S.: Este artigo foi elaborado com a ajuda do Chat GPT 🙂
O curso "AI in Action" ocorreu em Barcelona entre 22 e 29 de agosto de 2023, com coordenação da Youth Power Germany e financiamento do programa Erasmus+ da União Europeia.

