O 25 de Abril é de TOD@S

Evento inédito em Faro junta arte, juventude, coletivos sociais e direitos humanos para celebrar uma democracia plural e inclusiva

No próximo dia 25 de Abril, Faro será palco de uma celebração sem precedentes que une 18 coletivos e instituições dos setores da arte, juventude, ação social, direitos humanos e participação cívica. Sob o mote O 25 de Abril é de TOD@S, o evento promete devolver a revolução à rua e ao povo - onde verdadeiramente nasceu.

Num ano de intensa atividade política, com eleições legislativas e autárquicas, esta iniciativa ganha um peso simbólico especial. A Revolução dos Cravos, símbolo maior da liberdade em Portugal, será celebrada com espírito renovado e inclusivo, abraçando a diversidade que marca a sociedade portuguesa atual.

A quem pertence Abril? A todos e todas.

A iniciativa parte de uma vontade coletiva de recuperar o espírito transformador do 25 de Abril. Como explica Viriato Villas-Boas, Presidente da WallRide e Diretor de Relações Institucionais da CapitalOne:

A ideia nasceu de várias vontades que se cruzaram: concertos, festivais, debates, ativismo. Tornou-se evidente que tínhamos de fazer algo juntos. Para mim, recuperar Abril é agregar movimentos que vivem e praticam os valores de liberdade, participação e justiça social – não os que os instrumentalizam.

A programação tem lugar na Associação Recreativa e Cultural dos Músicos de Faro, com coordenação da WallRide, CapitalOne e Contextos, e inclui painéis de debate, cinema, arte urbana e música ao vivo, numa maratona cultural que dura mais de 12 horas.

Visible Past – Memória como resistência

No âmbito do projeto Visible Past, a Contextos irá apresentar a exposição "Portugal: Refúgio em Tempos de Guerra", que recupera um capítulo pouco conhecido da história de Portugal:

Durante a Segunda Guerra Mundial, Portugal tornou-se um raro refúgio num continente em guerra. Como país neutro, abriu — ainda que por vezes de forma limitada — as suas fronteiras a milhares de pessoas, muitas delas refugiados judeus, que fugiam da ocupação nazi-fascista na Europa. Desde as vilas fronteiriças como Vilar Formoso até às cidades portuárias de Lisboa e Portimão, Portugal foi terra de espera e incerteza, mas também de esperança. Esta exposição partilha fragmentos dessa travessia — histórias de fuga, resiliência e da hospitalidade silenciosa de quem acolheu. Acreditamos que a memória é uma forma de resistência — e que estas histórias continuam a falar ao mundo em que vivemos hoje. Que estas imagens nos recordem que a liberdade e a segurança nunca são garantidas.

Programa
📍 ARCM – Associação Recreativa e Cultural dos Músicos de Faro
🗓 25 de Abril de 2025

14h00 - Abertura de portas
14h30 - 15h30 - Painel 1: Blue Drinks by Sciaena - Democracia e sustentabilidade dos oceanos
15h45 - 16h45 - Painel 2: Democracia: ontem e hoje - o que mudou e o que permanece? by Contextos
17h - 18h - Painel 3: Democracia em risco - o que podemos aprender com a história? by Contextos
18h15 - 19h15 - Painel 4: Resistência e ação - como defendemos a democracia hoje? by Contextos
19h30 - Encerramento dos debates e momento de convívio
20h00  - 21h45 🎬 Projeção de filme by Cineclube de Faro
22h00 - 00h00 🎶 Live Acts de Hip-Hop by CapitalOne 🔥

🎤 Artistas Confirmados:
Billy Fesh · Real Punch · GrandMaster Dre · RAGZ · Fulha-WT · Anymal Racional · Faxica · DJ Varela · AK-C1 · Pânico · Anthrax 87 · Mary Jane · Ilviator · Tehjah10 · 3MA
00h00 – 02h00 – DJ Set by ARCM – DJ Kitxora

🎨 Graffiti ao vivo pelo artista SEN (Artitude Urbana)
🍴 Comida e bebida disponíveis durante o dia

Entidades Parceiras

ARCM · WallRide · CapitalOne · Contextos · Centro de Vida Independente · Rede 8 de Março · Centro Comunitário da Horta da Areia · FADA · Cineclube de Faro · Europe Direct Algarve · AAUALG · Associação A3 · Artitude Urbana · Mudaki E9G/Doina · USAL/CGTP-IN · CGTP-IN · Sciaena · Transparente · CPPC

És artista e procuras mais oportunidades para mostrar o teu talento? A Contextos está a criar uma base de dados, reunindo artistas de diversas áreas para futuras colaborações. Quando surgirem projetos entusiasmantes, poderemos entrar em contacto contigo!

💡 Trabalhamos em várias iniciativas artísticas e culturais, como Sofar Sounds, Storytelling Nights, Video Fórum e projetos europeus, e estamos sempre a desenvolver novas oportunidades para levar a arte mais longe.

Se te expressas através de:

🎤 Música, teatro, poesia
🖌 Artes visuais, ilustração, pintura
📽 Cinema, fotografia, design
💃 Dança, performance
🍽 Gastronomia e artes culinárias
📝 Escrita, dramaturgia, storytelling

… queremos conhecer-te! 🙌

⚠️ Este convite não está associado a um projeto específico neste momento, mas ao juntares-te à nossa base de dados, ficas no nosso radar para futuras colaborações. Se surgir uma oportunidade certa para ti, entraremos em contacto!

🚀 Como participar?
Preenche o formulário e conta-nos um pouco sobre a tua arte, experiência e disponibilidade.

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🎭 Mal podemos esperar para descobrir o teu talento! 🎉

50 Anos do 25 de Abril: Entre Memória e Desafios Contemporâneos

No dia 25 de abril de 2024, Portugal celebra meio século desde a Revolução dos Cravos, um momento histórico que pôs fim à ditadura do Estado Novo e iniciou uma nova era de democracia e liberdade. Este marco simbólico, comemorado todos os anos, não só celebra a conquista dos direitos fundamentais, como também convida à reflexão sobre os desafios contemporâneos relacionados com a memória coletiva e a defesa dos valores democráticos.

Um Olhar sobre o Passado: A Ditadura Portuguesa e a Revolução dos Cravos

Para compreender a importância do 25 de Abril, é fundamental revisitar o contexto histórico que o antecedeu. Durante quase cinco décadas, o regime autoritário do Estado Novo, liderado por António de Oliveira Salazar e, mais tarde, por Marcelo Caetano, foi marcado por repressão, censura, pobreza e pela opressão da PIDE, a polícia política que silenciava opositores.

A Revolução dos Cravos, conduzida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), representou a vontade coletiva de um povo em busca de liberdade e justiça. Este movimento não só derrubou a ditadura como também deu início a transformações profundas, como a descolonização, a implementação do Estado de direito e a consolidação dos direitos sociais.

Contudo, a memória deste período não deve ser apenas uma recordação nostálgica. É uma ferramenta essencial para compreender os desafios do presente e enfrentar as ameaças à democracia.

Preservar a Memória para Enfrentar os Desafios Atuais

Cinquenta anos depois, o 25 de Abril mantém a sua relevância, sobretudo num mundo onde a democracia enfrenta crises, a desinformação prolifera e as polarizações se acentuam. Preservar a memória histórica não é apenas um tributo aos que lutaram pela liberdade, mas também uma forma de resistência contra a corrosão dos valores democráticos.

Entre os desafios atuais destacam-se:

  1. Educar as novas gerações sobre a Revolução: Como garantir que os valores do 25 de Abril sejam compreendidos pelos jovens? A educação histórica e o uso de ferramentas criativas, como documentários, exposições interativas e atividades artísticas, desempenham um papel crucial na manutenção da memória coletiva.
  2. Lutar contra as desigualdades e a discriminação: A resistência ao autoritarismo inspira a luta por uma sociedade mais equitativa, inclusiva e justa. O combate ao racismo, à xenofobia e à desigualdade social é um legado que deve ser continuamente revitalizado.
  3. Resistir ao populismo e ao discurso de ódio: O aumento do populismo e da retórica de ódio exige um esforço coletivo para reforçar os pilares democráticos. A memória da Revolução pode funcionar como um alerta e um incentivo à ação para evitar a indiferença e o conformismo.

Revisitar a História para Projetar o Futuro

As histórias de resistência ao regime ditatorial, como as protagonizadas pelos estudantes, trabalhadores e artistas, continuam a inspirar ações. Estas narrativas mostram que a conquista de direitos é um processo contínuo, que exige mobilização e perseverança.

Nos últimos anos, iniciativas como exposições, ciclos de cinema e debates educativos têm contribuído para a preservação e divulgação dos valores de Abril. Contudo, é essencial ampliar estas ações, tornando-as mais acessíveis e inclusivas, para que a memória do 25 de Abril seja uma força ativa na construção de uma sociedade mais democrática.

Um Compromisso com o Futuro

Comemorar os 50 anos do 25 de Abril é mais do que recordar o passado: é um compromisso com os ideais que moldaram Portugal. Este é um momento de reflexão que nos desafia a construir um futuro baseado na liberdade, na igualdade e na justiça social.

A democracia não é um bem garantido; é uma conquista coletiva que requer vigilância constante. A celebração deste marco deve inspirar as gerações presentes e futuras a proteger e renovar os ideais de 1974, garantindo que Portugal continue a ser um exemplo de resiliência e esperança no cenário global.


Este artigo foi elaborado com o objetivo de destacar a importância da Revolução dos Cravos e os desafios atuais para a democracia em Portugal. Comemorar esta data é, antes de mais, um ato de preservação dos valores conquistados a duras penas, sendo também uma forma de garantir que a sociedade portuguesa continue a evoluir de forma justa, inclusiva e democrática.

Este artigo insere-se no âmbito do projeto Visible Past, que visa preservar a memória histórica e o legado da Revolução.

 

Durante os dias 26 a 29 de novembro, Coimbra foi palco da atividade Journeys through history, promovida pelo projeto Visible Past, cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa CERV – Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores. Durante três dias intensos, participantes de Portugal, Itália, Grécia e Áustria, juntamente com jornalistas e investigadores convidados, imergiram na história da Ditadura Portuguesa e da Revolução dos Cravos.

Guiados pelo professor João Paulo Avelãs Nunes, da Universidade de Coimbra, as manhãs foram dedicadas a visitas guiadas por locais emblemáticos da cidade. Entre os destaques estavam o antigo quartel da PIDE/DGS e o edifício da Guarda Nacional Republicana, espaços que carregam as marcas da opressão e das lutas pela liberdade. Essas visitas ofereceram uma oportunidade única para refletir sobre a transição democrática em Portugal e a importância de preservar a memória coletiva.

As tardes foram marcadas por palestras conduzidas pelo professor Avelãs Nunes, que aprofundaram o impacto histórico deste período e sua relevância para o contexto europeu. Os debates abordaram a conexão entre o passado e o presente, explorando formas de ensinar e disseminar esses eventos históricos para as novas gerações.

Viriato Villas Boas, ativista e presidente da Associação Wallride, representando o Algarve, se juntou aos participantes internacionais nesta troca de experiências e saberes. A diversidade de perspetivas enriqueceu o diálogo e sublinhou a importância de compreender a história como uma ferramenta para fortalecer a cidadania e os valores democráticos.

O Visible Past tem como objetivo tornar o passado visível através de experiências participativas e reflexivas, promovendo uma memória coletiva que conecta os eventos históricos às questões contemporâneas. Este evento em Coimbra, parte do projeto, destacou a relevância da história local no contexto europeu, oferecendo aos participantes a oportunidade de aprender, questionar e partilhar.

Sobre o projeto Visible Past Cofinanciado pela União Europeia, o Visible Past é uma iniciativa que visa reforçar a memória histórica e promover os valores democráticos através de atividades que envolvem cidadãos, investigadores, jornalistas, professores e estudantes. O projeto destaca a transição democrática na Europa, utilizando a história como uma ferramenta para compreender os desafios atuais e construir um futuro mais inclusivo.

No dia 25 de novembro, assinalámos o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher com a exibição do documentário “Novíssimas Cartas Portuguesas”. Publicado em 1972, durante o regime ditatorial, o livro Novas Cartas Portuguesas foi censurado, e as suas autoras enfrentaram perseguições violentas por parte da PIDE, a polícia política da época.

Após a exibição, os participantes tiveram a oportunidade de explorar o livro “Novas Cartas Portuguesas” e “Minha Senhora de Mim”, ambos símbolos de resistência e liberdade. Estes exemplares, disponíveis para leitura e manuseio, proporcionaram um ponto de partida para um debate profundo sobre liberdade de expressão, igualdade de género e a persistência da violência contra mulheres e meninas – problemas que, apesar dos avanços, ainda estão presentes na nossa sociedade.

A sessão foi acolhida pela Associação DOINA e integrada no âmbito do Projeto Mud@ki - E9G, promovido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P., e cofinanciado pelo Algarve 2030, Portugal 2030 e União Europeia. Este evento reforçou a importância de continuar a promover o diálogo sobre direitos humanos, democracia e igualdade de género, pilares de uma sociedade mais justa e livre.

Agradecemos a todas as pessoas que participaram e contribuíram para esta reflexão coletiva. Juntos, continuamos a construir um futuro onde a violência contra as mulheres não tenha lugar. 💜


***

Sobre o Projeto

Esta atividade integra o Visible Past, um projeto europeu que promove a reflexão sobre regimes autoritários e transições democráticas na Europa Mediterrânica. Inspirado em momentos marcantes como a Revolução dos Cravos em Portugal, o projeto utiliza abordagens inovadoras, como o próprio videofórum, para envolver os participantes no entendimento crítico do passado e sua ligação com questões atuais, como igualdade de género e liberdade de expressão. Em parceria com organizações de vários países, o Visible Past busca fortalecer os valores democráticos e uma cidadania europeia consciente. O Visible Past pertence ao programa CERV - European Remembrance, cofinanciado pela União Europeia.

Vídeo Fórum: Documentário 'Novíssimas Cartas Portuguesas'
📅 25 de Novembro | ⏰ 2 horas
🌍 Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

Descubra, reflita e inspire-se.
No próximo dia 25 de novembro, convidamos-te a mergulhar numa sessão especial dedicada à igualdade de género, à luta contra a censura e à liberdade de expressão. Através deste documentário, vais explorar o impacto das “Novíssimas Cartas Portuguesas” no feminismo português e no contexto social atual.

Por que deves participar?
🎯 Objetivos do evento:

  1. Sensibilizar-te para a justiça social e o empoderamento feminino.
  2. Refletir sobre os avanços e desafios na igualdade de género.
  3. Inspirar-te a agir e contribuir para mudanças positivas na sociedade.

Faz a diferença!
Ao celebrares conosco os 50 anos de democracia, juntas-te a uma conversa que importa. A tua voz conta e é essencial para continuar a construir uma sociedade mais igualitária e justa.

🎬 Marca na agenda e participa neste momento de reflexão e inspiração!

Ideia • Ação • Impacto
Envolver, capacitar e motivar pessoas, organizações e comunidades.
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