O projeto OCTOPUS, financiado pelo Erasmus+, lançou o seu primeiro resultado: um relatório sobre práticas inclusivas para jovens neurodivergentes. O documento reúne as vozes de ativistas pela neurodiversidade, youth workers e jovens neurodivergentes. Assim, identifica desafios e oportunidades para um trabalho com jovens mais inclusivo.
A equipa adotou uma abordagem de investigação-ação participativa. Desta forma, colocou as pessoas envolvidas no centro do processo. Em vez de listar apenas desafios, o estudo procurou compreender o que funciona na educação não formal.
O relatório apresenta recomendações concretas para profissionais e organizações. Por exemplo, aborda a adaptação de atividades, a comunicação e a organização dos espaços. Além disso, reflete a experiência de quem vive e trabalha com a neurodiversidade todos os dias.
Pode aceder ao relatório completo aqui.
Este é apenas o primeiro passo. Por isso, as evidências vão orientar um toolkit europeu com recursos práticos para youth workers. Depois, os parceiros vão testá-lo em vários países, garantindo respostas a diferentes contextos.
O projeto promove uma visão positiva da neurodiversidade, baseada na valorização das diferenças. Assim, quer que mais jovens participem de forma plena na vida social, educativa e comunitária. A parceria integra:
Por fim, convidamos profissionais e organizações interessadas na inclusão a conhecer o relatório e a acompanhar os próximos resultados.
Na semana passada, Faro acolheu o seminário internacional do Projeto Octopus, cofinanciado pela União Europeia, dedicado à conclusão dos principais resultados do projeto. Participaram representantes da Grécia (ADDart), dos Países Baixos (CAAT), da Lituânia (Anthropos) e de Portugal, num total de três representantes por país.
Ao longo do seminário, as equipas trabalharam de forma colaborativa para rever, testar e melhorar o conjunto de materiais desenvolvidos no âmbito do Projeto Octopus:
O foco desta fase foi garantir que todos os materiais sejam de elevada qualidade, acessíveis, inclusivos de diferentes neurocapacidades, fáceis de navegar e visualmente apelativos.
Os participantes realizaram também uma visita de estudo à ECOS – Cooperativa de Educação, Cooperação e Desenvolvimento, onde conheceram de perto práticas de trabalho com jovens neurodivergentes e abordagens educativas inclusivas aplicadas em contexto real.
O Projeto Octopus tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de contextos educativos e pedagógicos mais inclusivos no trabalho com jovens em toda a Europa. A iniciativa promove a integração de pessoas neurodivergentes, assegurando que jovens com menos oportunidades possam:
Os resultados do Projeto Octopus encontram-se agora na fase final de preparação para disseminação. Em breve, todos terão a oportunidade de explorar os materiais e experimentar o jogo de tabuleiro. Fique atento!
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