A Contextos realizou, nos dias 27, 28 e 29 de novembro, um workshop de produção de conteúdos em Faro. O objetivo foi claro: capacitar jovens para criarem conteúdos visuais acessíveis, eficazes e alinhados com causas sociais. Durante três dias, fotografia, vídeo e edição digital estiveram no centro da aprendizagem.
Participaram membros da Faro em Ação, estagiários e voluntários da Contextos. Todos procuraram aprender novas competências para comunicar melhor nas redes sociais e envolver mais jovens nas iniciativas locais.
O workshop de produção de conteúdos foi conduzido por Luíza Figueiredo, especialista em cinema e media. A formação avançou de forma prática, simples e estruturada. Os participantes exploraram vários temas essenciais:
Este formato permitiu que cada pessoa testasse novas técnicas de imediato. Além disso, promoveu a confiança necessária para criar conteúdos visuais com equipamentos básicos, como o telemóvel.
No último dia do workshop de produção de conteúdos, o grupo saiu para o terreno. O objetivo foi aplicar o que tinha sido aprendido em situações reais. As equipas criaram vídeos curtos pensados para redes sociais. Estes conteúdos foram desenvolvidos de acordo com três prioridades do projeto Youth Social Act:
Como resultado, foram produzidos materiais que irão apoiar a comunicação futura do projeto. Esta experiência também aumentou a capacidade dos participantes para criar conteúdos consistentes e intencionalmente construídos.
A Contextos irá partilhar, em breve, alguns dos vídeos criados no workshop de produção de conteúdos em Faro. Estes materiais refletem o talento e a criatividade dos jovens que participaram nesta atividade.
Entre 18 e 22 de outubro de 2025, a Contextos organizou em Avis o intercâmbio juvenil de fotografia Through the Lens | Frames of Diversity.
Este intercâmbio juvenil de fotografia reuniu jovens de vários países europeus para explorar como a imagem pode promover diálogo intercultural, inclusão e diversidade.
Durante cinco dias, a fotografia deixou de ser apenas uma técnica. Tornou-se uma linguagem comum para aproximar culturas, questionar preconceitos e criar novas narrativas sobre o que significa viver juntos na Europa.
O programa foi facilitado por Clara Passarinho e Camila Gonçalves, que combinaram experiência artística, educação não formal e uma forte sensibilidade social.
O ponto de partida foi simples e ambicioso ao mesmo tempo:
Como é que um intercâmbio juvenil de fotografia pode ajudar jovens a compreender melhor a diversidade e a lutar contra estereótipos?
Para responder a esta pergunta, o projeto articulou três dimensões principais:
Ao longo da semana, os participantes perceberam que uma fotografia pode ser:
O intercâmbio combinou oficinas práticas com momentos de reflexão. As sessões de fotografia abordaram vários temas:
Os participantes aprenderam a:
Em vez de um foco excessivo na técnica, cada exercício começava com uma questão clara:
“Que história queres contar com esta imagem?”
Além disso, houve sessões dedicadas a:
Desta forma, cada participante transformou a câmara (ou o telemóvel) numa ferramenta para criar narrativas com impacto social.
Para que o intercâmbio juvenil de fotografia não ficasse fechado apenas na técnica, foram integradas várias atividades interculturais.
Nesta dinâmica, cada jovem realizou o “retrato cultural” de outro participante. Em vez de focar apenas o rosto, as fotografias incluíam:
O exercício ajudou a:
A atividade “5 Senses” convidou os jovens a observar o contexto com todos os sentidos e a traduzir essas perceções em fotografias.
As Intercultural Nights complementaram esse processo, criando um ambiente informal para:
Estas experiências reforçaram a ideia de que a diversidade é um recurso, não um problema.
Outra característica forte deste intercâmbio juvenil de fotografia foi o espaço para experimentação.
Em sessões como “Picture Collage” e “Impossible Photograph”, os participantes foram desafiados a:
Estas atividades trabalharam:
O workshop de cianotipia trouxe uma dimensão manual e quase artesanal ao projeto. Com papel sensível à luz, objetos e exposição solar, os jovens criaram impressões fotográficas em tons de azul intenso. Esta técnica antiga serviu como metáfora poderosa:
tal como a imagem precisa de tempo para se revelar, também a compreensão do outro exige tempo, cuidado e disponibilidade.
Para ligar o intercâmbio ao contexto local, o programa incluiu uma visita guiada a Avis. Os participantes exploraram:
Durante esta visita, a fotografia funcionou como ferramenta de observação. Em pequenos grupos, os jovens:
O ponto alto do intercâmbio juvenil de fotografia foi a exposição pública final.
Os participantes assumiram o papel de curadores e organizaram todo o processo:
A exposição reuniu diferentes perspetivas sobre:
Ao abrir portas à comunidade, o projeto deu um passo além da lógica “interna” de atividades Erasmus+. Passou a ser um momento de encontro entre participantes e população local, ampliando o impacto da experiência.
Os resultados deste intercâmbio podem ser organizados em quatro grandes áreas.
Os jovens melhoraram:
Ganharam também:
Ao usar a fotografia para falar de diversidade, o grupo:
No final, a avaliação participativa e a Cerimónia Youthpass permitiram reconhecer:
A Contextos assumiu a coordenação global do projeto, assegurando:
As facilitadoras Clara Passarinho e Camila Gonçalves foram fundamentais para o sucesso do intercâmbio juvenil. Trouxeram:
Graças a esta combinação, o grupo encontrou um espaço seguro para experimentar, errar, aprender e crescer.
Se te identificas com este intercâmbio juvenil de fotografia e com os valores da Contextos, há várias formas de dar o próximo passo:
O Through the Lens | Frames of Diversity provou que um intercâmbio juvenil de fotografia pode ser muito mais do que aprender a tirar boas fotos. Pode:
Se queres fazer parte desta mudança, mantém-te ligado à Contextos e continua a olhar o mundo “através da lente”, com curiosidade, respeito e vontade de transformar a realidade.
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A ideia é explorar e analisar os diferentes elementos quem compõem Faro, incluindo os pensamentos e a imagética da população local sobre a sua cidade. Deste diálogo resulta uma entrevista que apresenta a perspectiva e a visão da população local sobre Faro.
O objetivo é mostrar o que a cidade de Faro realmente é, criando ligações entre a cidade e a população local, trazendo à superfície o seu potencial.
Todos os cidadãos entrevistados para o projeto «People of Faro» tiveram de responder a cinco questões, dando a conhecer, ao mesmo tempo, a sua personalidade, história de vida e a sua ligação à cidade de Faro.
O projeto teve início em 2020 e até agora foram entrevistados 12 farenses com diferentes origens e personalidades: um escritor, um DJ, um chefe de cozinha, um assistente social ou até um xamã. Rui Baeta, Raquel Ponte, Sofia Martins e Pedro Ruivo são alguns dos nomes que participaram, até agora, no projeto «People of Faro».
«As pessoas envolvidas neste projeto são tão diferentes e diversas quanto possível, já que o objetivo final é mostrar a heterogeneidade que compõe Faro», explica a Contextos.
O projeto «People of Faro» é uma iniciativa desenvolvida pela CONTEXTOS com a ajuda de voluntários internacionais, ao abrigo do programa Corpo Europeu de Solidariedade, como parte do projeto multimédia denominado Vitamin D.

