Nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2026, foi implementada a atividade “The Island” no âmbito do projeto Visible Past. A sessão reuniu professores, educadores e comunidades de prática. O objetivo foi reforçar competências para ensinar democracia, promover os valores europeus e desenvolver a literacia mediática.
A atividade usou metodologias participativas e abordagens de educação não formal. Desde o início, os participantes assumiram um papel ativo. Em vez de apenas ouvir, analisaram, decidiram e construíram soluções em conjunto.
A atividade começou com um cenário fictício de sobrevivência numa ilha após um acidente de avião. Perante esse contexto, os participantes tiveram de imaginar como organizar uma nova comunidade. Em pequenos grupos, desenharam um modelo de governação para a vida na ilha. Cada grupo criou uma constituição da ilha. Para isso, definiu regras, formas de participação, modelos de liderança e critérios para distribuir tarefas e recursos. Além disso, pensou em mecanismos de responsabilização e em respostas ao incumprimento das regras.
Durante a sessão, cada grupo apresentou o seu modelo de governação. Esta partilha permitiu comparar diferentes formas de tomar decisões, garantir inclusão e aplicar regras. Também ajudou a perceber como a liderança influencia a participação e a proteção dos membros da comunidade.
A atividade mostrou, de forma prática, que a democracia exige equilíbrio. Exige participação, legitimidade, responsabilidade e regras claras. Como pode ver, pequenas decisões têm impacto direto na forma como uma comunidade funciona.
Na parte final, os participantes ligaram a experiência aos sistemas democráticos reais e às instituições europeias. Refletiram sobre poder, participação, legitimidade e accountability. Ao mesmo tempo, analisaram as condições mínimas para o funcionamento de uma democracia.
Esta reflexão permitiu estabelecer paralelos com os desafios da vida política contemporânea. Permitiu também compreender melhor o valor da participação ativa e da responsabilidade coletiva.
Implementada no âmbito do projeto Visible Past, a atividade “The Island” revelou-se uma ferramenta prática para trabalhar cidadania ativa, pensamento crítico e democracia. O seu formato facilita a utilização em contextos educativos e comunitários.
Além disso, esta metodologia pode ser adaptada a jovens com 16 ou mais anos. Com pequenos ajustes, a atividade mantém a sua relevância e amplia o seu potencial de aplicação em diferentes contextos de aprendizagem.

No âmbito do projeto Visible Past, a Contextos dinamizou o workshop interativo “Democracia Sob Pressão” durante uma atividade juvenil organizada pela New Gen Portugal, em Avis. A sessão reuniu 50 jovens de vários países europeus para refletir sobre a fragilidade dos sistemas democráticos e a importância da participação cívica na sua defesa.
O workshop combinou dois elementos principais:
Em pequenos grupos, os jovens discutiram o impacto da perda de direitos fundamentais e identificaram mecanismos de erosão democrática. A partir daí, estabeleceram ligações claras entre a memória histórica e os desafios que as democracias europeias enfrentam atualmente.
A atividade foi muito bem recebida pelos participantes. Muitos destacaram que a metodologia interativa os ajudou a:
Ao articular aprendizagem histórica, simulação e métodos de educação não formal, a sessão:
Este workshop demonstra como a combinação entre memória histórica e metodologias participativas pode ser uma ferramenta poderosa para envolver jovens na defesa ativa da democracia.
No dia 25 de abril de 2024, Portugal celebra meio século desde a Revolução dos Cravos, um momento histórico que pôs fim à ditadura do Estado Novo e iniciou uma nova era de democracia e liberdade. Este marco simbólico, comemorado todos os anos, não só celebra a conquista dos direitos fundamentais, como também convida à reflexão sobre os desafios contemporâneos relacionados com a memória coletiva e a defesa dos valores democráticos.
Para compreender a importância do 25 de Abril, é fundamental revisitar o contexto histórico que o antecedeu. Durante quase cinco décadas, o regime autoritário do Estado Novo, liderado por António de Oliveira Salazar e, mais tarde, por Marcelo Caetano, foi marcado por repressão, censura, pobreza e pela opressão da PIDE, a polícia política que silenciava opositores.
A Revolução dos Cravos, conduzida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), representou a vontade coletiva de um povo em busca de liberdade e justiça. Este movimento não só derrubou a ditadura como também deu início a transformações profundas, como a descolonização, a implementação do Estado de direito e a consolidação dos direitos sociais.
Contudo, a memória deste período não deve ser apenas uma recordação nostálgica. É uma ferramenta essencial para compreender os desafios do presente e enfrentar as ameaças à democracia.
Cinquenta anos depois, o 25 de Abril mantém a sua relevância, sobretudo num mundo onde a democracia enfrenta crises, a desinformação prolifera e as polarizações se acentuam. Preservar a memória histórica não é apenas um tributo aos que lutaram pela liberdade, mas também uma forma de resistência contra a corrosão dos valores democráticos.
Entre os desafios atuais destacam-se:
As histórias de resistência ao regime ditatorial, como as protagonizadas pelos estudantes, trabalhadores e artistas, continuam a inspirar ações. Estas narrativas mostram que a conquista de direitos é um processo contínuo, que exige mobilização e perseverança.
Nos últimos anos, iniciativas como exposições, ciclos de cinema e debates educativos têm contribuído para a preservação e divulgação dos valores de Abril. Contudo, é essencial ampliar estas ações, tornando-as mais acessíveis e inclusivas, para que a memória do 25 de Abril seja uma força ativa na construção de uma sociedade mais democrática.
Comemorar os 50 anos do 25 de Abril é mais do que recordar o passado: é um compromisso com os ideais que moldaram Portugal. Este é um momento de reflexão que nos desafia a construir um futuro baseado na liberdade, na igualdade e na justiça social.
A democracia não é um bem garantido; é uma conquista coletiva que requer vigilância constante. A celebração deste marco deve inspirar as gerações presentes e futuras a proteger e renovar os ideais de 1974, garantindo que Portugal continue a ser um exemplo de resiliência e esperança no cenário global.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de destacar a importância da Revolução dos Cravos e os desafios atuais para a democracia em Portugal. Comemorar esta data é, antes de mais, um ato de preservação dos valores conquistados a duras penas, sendo também uma forma de garantir que a sociedade portuguesa continue a evoluir de forma justa, inclusiva e democrática.
Este artigo insere-se no âmbito do projeto Visible Past, que visa preservar a memória histórica e o legado da Revolução.

Durante os dias 26 a 29 de novembro, Coimbra foi palco da atividade Journeys through history, promovida pelo projeto Visible Past, cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa CERV – Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores. Durante três dias intensos, participantes de Portugal, Itália, Grécia e Áustria, juntamente com jornalistas e investigadores convidados, imergiram na história da Ditadura Portuguesa e da Revolução dos Cravos.
Guiados pelo professor João Paulo Avelãs Nunes, da Universidade de Coimbra, as manhãs foram dedicadas a visitas guiadas por locais emblemáticos da cidade. Entre os destaques estavam o antigo quartel da PIDE/DGS e o edifício da Guarda Nacional Republicana, espaços que carregam as marcas da opressão e das lutas pela liberdade. Essas visitas ofereceram uma oportunidade única para refletir sobre a transição democrática em Portugal e a importância de preservar a memória coletiva.
As tardes foram marcadas por palestras conduzidas pelo professor Avelãs Nunes, que aprofundaram o impacto histórico deste período e sua relevância para o contexto europeu. Os debates abordaram a conexão entre o passado e o presente, explorando formas de ensinar e disseminar esses eventos históricos para as novas gerações.
Viriato Villas Boas, ativista e presidente da Associação Wallride, representando o Algarve, se juntou aos participantes internacionais nesta troca de experiências e saberes. A diversidade de perspetivas enriqueceu o diálogo e sublinhou a importância de compreender a história como uma ferramenta para fortalecer a cidadania e os valores democráticos.
O Visible Past tem como objetivo tornar o passado visível através de experiências participativas e reflexivas, promovendo uma memória coletiva que conecta os eventos históricos às questões contemporâneas. Este evento em Coimbra, parte do projeto, destacou a relevância da história local no contexto europeu, oferecendo aos participantes a oportunidade de aprender, questionar e partilhar.
Sobre o projeto Visible Past Cofinanciado pela União Europeia, o Visible Past é uma iniciativa que visa reforçar a memória histórica e promover os valores democráticos através de atividades que envolvem cidadãos, investigadores, jornalistas, professores e estudantes. O projeto destaca a transição democrática na Europa, utilizando a história como uma ferramenta para compreender os desafios atuais e construir um futuro mais inclusivo.
Vídeo Fórum: Documentário 'Novíssimas Cartas Portuguesas'
📅 25 de Novembro | ⏰ 2 horas
🌍 Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres
Descubra, reflita e inspire-se.
No próximo dia 25 de novembro, convidamos-te a mergulhar numa sessão especial dedicada à igualdade de género, à luta contra a censura e à liberdade de expressão. Através deste documentário, vais explorar o impacto das “Novíssimas Cartas Portuguesas” no feminismo português e no contexto social atual.
Por que deves participar?
🎯 Objetivos do evento:
Faz a diferença!
Ao celebrares conosco os 50 anos de democracia, juntas-te a uma conversa que importa. A tua voz conta e é essencial para continuar a construir uma sociedade mais igualitária e justa.
🎬 Marca na agenda e participa neste momento de reflexão e inspiração!
No dia 18 de setembro de 2024, a Contextos teve o prazer de colaborar na "Exposição Comemorativa do 50.º Aniversário do 25 de Abril - Liberdade Sempre!", organizada pela Associação CIVIS no IPDJ, em Faro. Este evento contou com o apoio do projeto Visible Past, reforçando a importância de preservar a memória e os valores de liberdade e democracia conquistados há meio século.
O momento alto da iniciativa foi a partilha de testemunhos por parte de Luís Martins e António Rosado da Luz, que viveram e participaram nos acontecimentos históricos do 25 de abril de 1974. As suas narrativas trouxeram um olhar pessoal sobre o dia que mudou Portugal, inspirando as gerações presentes a refletirem sobre o valor da liberdade.
A Contextos reafirma o seu compromisso em promover a memória coletiva e a educação para a cidadania ativa. Este projeto é fundamental para fortalecer a ligação entre o passado e o presente, garantindo que os ideais do 25 de Abril continuem a ser um guia para as futuras gerações.
A Exposição Comemorativa do 50.º Aniversário do 25 de Abril não foi apenas uma homenagem aos eventos de 1974, mas também um apelo à preservação dos valores de liberdade e igualdade que definem a sociedade portuguesa. A Contextos sente-se honrada por fazer parte desta celebração histórica e por continuar a trabalhar em iniciativas que promovem o envolvimento cívico e a transformação social.

