Rita nasceu em Faro, mas durante muito tempo não sentiu que este era o seu lugar.
Artista multidisciplinar, poeta e gestora de comunicação e de comunidade, Rita cresceu em diferentes lugares e cedo percebeu que o sentimento de pertença nem sempre está onde o esperamos encontrar.
Nesta conversa, partilha como foi construindo, aos poucos, a sua relação com o Algarve e revela o lugar onde acabou por descobrir o verdadeiro significado de casa.
A entrevista completa já está disponível e traz mais uma das histórias que dão corpo ao Layers of Algarve.
O Layers of Algarve é um projeto desenvolvido pela Contextos, orientado pelo eixo temático desta edição: recuperar o sentido de pertença. Ao longo do projeto, procura-se compreender o que significa pertencer a um lugar, a uma comunidade e a uma paisagem cultural partilhada.
Através de uma série de entrevistas com membros da comunidade algarvia, com especial ligação à cidade de Faro, o projeto escuta e dá voz a diferentes perspetivas sobre o sentimento de pertença na região.
Assista à entrevista completa e descubra mais uma das histórias que compõem o Layers of Algarve.
IA no trabalho com jovens: 7 recomendações - chave para integrar a IA com ética
Este Policy Paper transforma evidência recolhida em vários países europeus em recomendações práticas para integrar a Inteligência Artificial no youth work de forma ética, inclusiva e sustentável.
Porque este Policy Paper sobre IA no trabalho com jovens é relevante
Apesar da governação da IA e das estratégias de transformação digital ganharem espaço na agenda europeia, persiste uma lacuna clara: o trabalho com jovens continua frequentemente fora destes enquadramentos.
Na prática, isso cria desafios estruturais como:
Desenvolvimento fragmentado de competências em IA e literacia digital.
Incerteza ética e legal no uso de ferramentas de IA com jovens.
Acesso desigual à formação, entre organizações e territórios.
Risco de marginalização do trabalho com jovens em ambientes cada vez mais digitais.
É aqui que a IA no trabalho com jovens precisa de direção, investimento e padrões de qualidade.
A base de evidência do AI4YouthWork
O Policy Paper assenta num processo de investigação transnacional robusto, que inclui:
Revisão sistemática de literatura com 145 fontes internacionais e europeias (48 analisadas em profundidade).
Focus groups com 72 profissionais de trabalho com jovens em vários países europeus.
Entrevistas a especialistas em IA, youth work e educação digital.
Inquérito de validação com 100 youth workers, organizações, entidades formadoras e stakeholders de política pública.
Pilotagem de recursos, incluindo um Catálogo Digital multilíngue com 48 Recursos Educativos Abertos (REA/OER) e um AI Training Toolkit.
Este conjunto de dados permitiu identificar necessidades concretas e orientar recomendações com aplicação real no terreno.
IA no Trabalho com Jovens: 7 Recomendações-Chave
Com base na evidência recolhida, o documento propõe ação coordenada a nível europeu, nacional e regional, organizada em sete áreas estratégicas.
1) Oportunidades de formação inclusivas
A integração de IA só é justa quando a formação é acessível. A recomendação passa por garantir oportunidades inclusivas, reduzindo desigualdades entre países, regiões e tipos de organização.
2) Aprendizagem ao longo da vida e desenvolvimento profissional contínuo
A IA evolui rapidamente. Por isso, os profissionais precisam de formação contínua, com atualização regular, formatos flexíveis e foco prático.
3) IA ética e fiável no trabalho com jovens
A recomendação centra-se na criação de referenciais que assegurem uso responsável, proteção de dados, transparência e alinhamento com valores do youth work, como inclusão e empowerment.
4) Financiamento sustentável e desenvolvimento de recursos
Sem investimento, não há escala. O documento recomenda financiamento para criar e manter recursos, incluindo materiais de formação, ferramentas práticas e apoio à implementação.
5) Cooperação intersetorial e troca de conhecimento
A IA no trabalho com jovens exige pontes entre juventude, educação, tecnologia, investigação e políticas públicas. A recomendação é fomentar parcerias funcionais e mecanismos de transferência de conhecimento.
6) Escala e sustentabilidade
Boas práticas isoladas não bastam. O Policy Paper recomenda estratégias para replicar, adaptar e escalar soluções, com monitorização de qualidade e evidência de impacto.
7) Reforço de redes e comunidades de prática
A aprendizagem entre pares acelera a adoção de boas práticas. O documento propõe investir em redes de colaboração, comunidades de prática e modelos de partilha de recursos.
O que muda quando a IA reforça o youth work
O Policy Paper defende uma ideia-chave: as competências em Inteligência Artificial no trabalho com jovens devem ser reconhecidas como matéria de interesse público.
Isso implica integrá-las em:
Sistemas de qualificação e certificação.
Padrões profissionais e referenciais de competências.
Estratégias e políticas de juventude.
Quando a IA é integrada com ética e visão, pode reforçar funções nucleares do trabalho com jovens: participação, pensamento crítico, inclusão, proteção e autonomia.
Próximos passos: como a tua organização pode aplicar estas recomendações
Se trabalhas com jovens, geres uma organização juvenil, ou atuas na formação e em políticas públicas, este Policy Paper pode ajudar a:
orientar decisões sobre uso responsável de IA;
desenhar planos de capacitação para equipas;
justificar investimento em competências digitais;
alinhar práticas com prioridades europeias de transformação digital.
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Fruto de vários meses de criatividade, diálogo e colaboração, este toolkit reúne propostas concretas para a dinamização de atividades que promovem a igualdade, a participação e o envolvimento cívico nas comunidades.
Ao longo deste recurso, encontrará atividades e planos de sessão, acompanhados de orientações claras e exemplos práticos. Cada proposta foi estruturada de forma a poder ser replicada, adaptada a diferentes contextos locais ou utilizada como base para o desenvolvimento de novas iniciativas.
Mais do que um simples conjunto de ferramentas, este toolkit reflete os princípios da educação não formal e das práticas artísticas participativas, valorizando a criatividade, a reflexão crítica e a participação democrática.
Este recurso foi concebido para jovens, educadores, técnicos de juventude e organizações locais que pretendem desenvolver atividades significativas no âmbito da igualdade de género e da cidadania ativa.
Quer se destine à organização de um workshop, à dinamização de um debate ou à criação de uma campanha comunitária, o Transformar Comunidades foi pensado para apoiar todos aqueles que procuram gerar um impacto real e positivo no território.
AI4YW apresenta resultados a estudantes e profissionais de Educação Social
O projeto AI4YW promoveu uma sessão de apresentação e partilha de resultados dirigida a estudantes e profissionais de Educação Social. A iniciativa criou um espaço de diálogo sobre o impacto da inteligência artificial no trabalho com jovens e na intervenção socioeducativa.
Durante a sessão, foram apresentados os principais objetivos do projeto, bem como as aprendizagens e os resultados já alcançados. Ao envolver estudantes e profissionais da área, este momento reforçou a relevância do AI4YW num contexto de formação, reflexão e inovação.
Os participantes tiveram ainda a oportunidade de refletir sobre a forma como a inteligência artificial está a transformar práticas educativas, processos de aprendizagem e metodologias de acompanhamento. Esta mudança exige novas competências e uma maior capacidade de adaptação por parte dos profissionais.
Neste contexto, o AI4YW apoia youth workers, educadores e outros agentes do setor no desenvolvimento de uma abordagem mais crítica, ética e informada. O projeto procura garantir que a utilização de ferramentas digitais responde a necessidades reais e contribui para uma intervenção mais consciente e eficaz.
A apresentação dos resultados do AI4YW em contexto académico mostrou também a importância de aproximar os projetos europeus das comunidades educativas e profissionais. Quando os resultados chegam aos públicos certos, tornam-se mais fáceis de compreender, discutir e aplicar.
Ao partilhar estes conteúdos com estudantes e profissionais de Educação Social, a sessão ajudou a ampliar o impacto do projeto. Além disso, criou condições para uma circulação mais eficaz de conhecimento entre o ensino superior e a prática no terreno.
Hoje, a Educação Social enfrenta desafios cada vez mais complexos. A transformação digital está a mudar a forma como os profissionais comunicam, acompanham e capacitam os jovens. Por isso, torna-se essencial investir em conhecimento, reflexão e preparação.
O AI4YW responde a esta necessidade ao promover uma abordagem da inteligência artificial que combina inovação, sentido crítico e aplicação prática. Mais do que acompanhar tendências, importa garantir que os profissionais sabem utilizar estas ferramentas de forma responsável, útil e ajustada às realidades com que trabalham.
Contextos dinamiza workshop de produção de conteúdos em Faro
A Contextos realizou, nos dias 27, 28 e 29 de novembro, um workshop de produção de conteúdos em Faro. O objetivo foi claro: capacitar jovens para criarem conteúdos visuais acessíveis, eficazes e alinhados com causas sociais. Durante três dias, fotografia, vídeo e edição digital estiveram no centro da aprendizagem.
Participaram membros da Faro em Ação, estagiários e voluntários da Contextos. Todos procuraram aprender novas competências para comunicar melhor nas redes sociais e envolver mais jovens nas iniciativas locais.
Formação prática orientada por Luíza Figueiredo
O workshop de produção de conteúdos foi conduzido por Luíza Figueiredo, especialista em cinema e media. A formação avançou de forma prática, simples e estruturada. Os participantes exploraram vários temas essenciais:
fotografia, composição e enquadramento
trabalho de luz e intenção do plano
captação de som, entrevistas e b-roll
storytelling, ritmo e montagem
edição prática em CapCut
Este formato permitiu que cada pessoa testasse novas técnicas de imediato. Além disso, promoveu a confiança necessária para criar conteúdos visuais com equipamentos básicos, como o telemóvel.
Aplicação prática no terreno
No último dia do workshop de produção de conteúdos, o grupo saiu para o terreno. O objetivo foi aplicar o que tinha sido aprendido em situações reais. As equipas criaram vídeos curtos pensados para redes sociais. Estes conteúdos foram desenvolvidos de acordo com três prioridades do projeto Youth Social Act:
reforçar a participação jovem
promover a inclusão social
valorizar a sustentabilidade
Como resultado, foram produzidos materiais que irão apoiar a comunicação futura do projeto. Esta experiência também aumentou a capacidade dos participantes para criar conteúdos consistentes e intencionalmente construídos.
Próximos passos
A Contextos irá partilhar, em breve, alguns dos vídeos criados no workshop de produção de conteúdos em Faro. Estes materiais refletem o talento e a criatividade dos jovens que participaram nesta atividade.
EcoTruth 101: formação para decifrar o greenwashing
No dia 5 de novembro de 2025, realizámos em Avis uma formação para decifrar o greenwashing, com o EcoTruth 101: Decoding Greenwashing Toolkit. Esta sessão local trouxe para Portugal a metodologia piloto testada em Berlim, com o objetivo de ajudar participantes a reconhecer e desmontar falsas promessas de sustentabilidade.
O que é o EcoTruth 101 e o projeto GreenGuard?
O EcoTruth 101 integra o projeto europeu GreenGuard, que apoia jovens, educadores e organizações na luta contra o greenwashing. Através de métodos de educação não formal, o projeto promove:
pensamento crítico sobre comunicação ambiental
identificação de estratégias de greenwashing
decisões de consumo e cidadania mais responsáveis.
Desta forma, a formação funcionou como ponte entre a dimensão europeia do GreenGuard e a realidade local.
Da experiência em Berlim à formação em Avis
Antes de chegar a Avis, o EcoTruth 101 foi testado num piloto em Berlim, onde a equipa afinou conteúdos, dinâmicas e exemplos práticos. Em Avis, aplicámos essa experiência internacional em contexto português, com casos próximos do dia a dia dos participantes, reforçando a relevância dos exercícios e debates.
Principais momentos da formação
A agenda foi desenhada para conduzir os participantes da compreensão básica do conceito à ação prática. Entre os momentos-chave, destacam-se:
introdução ao conceito de greenwashing e partilha de exemplos reais
exercícios para detetar mensagens enganosas em anúncios, rótulos e embalagens
fact-checking de alegações ambientais, com análise de fontes, selos e certificações
desconstrução de campanhas “verdes” e reconstrução de mensagens mais transparentes
definição de pequenos compromissos pessoais e organizacionais após a formação.
Cada participante saiu da sessão com ferramentas concretas para aplicar no seu contexto, seja numa escola, associação, autarquia ou projeto comunitário.
Saber mais sobre o GreenGuard e o EcoTruth 101
Se quiser aprofundar o tema e conhecer melhor o enquadramento europeu desta iniciativa, pode consultar:
Com iniciativas como a EcoTruth 101: formação para decifrar o greenwashing, damos mais um passo para uma comunicação ambiental mais honesta e para escolhas verdadeiramente sustentáveis.
Ideia • Ação • Impacto Envolver, capacitar e motivar pessoas, organizações e comunidades.